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Sigo o conselho de Fernando Pessoa – não evoluo, viajo.

De facto, viajar é estar aberto e atento ao que nos rodeia e que sempre se muda enquanto nós viajamos, no tempo e no espaço.
José Régio – poeta que tanto li quando tinha a vossa idade, que depois foi um pouco esquecido e agora volta a interessar os jovens e os críticos literários, escreveu:
“Não porque não viajasse!
O mundo é vasto, mas repete-se e é fácil esgotá-lo
Se uma vez viste o céu com olhar casto que outro céu poderá ultrapassá-lo?
Certo é, sim, que ante mim girei de rasto
Com sempre o mesmo giro e o mesmo embalo
Mas não! Não porque não tenha viajado
Longe do escano em que fiquei sentado.
Por solidões sem fim vagueei, à hora
Em que, maga das mágicas, a Lua
Abre, nos céus, seu irreal alvor de aurora,
A crueza das formas atenua,
Nas águas de si própria se enamora
No coração dos bosques se insinua
E filtra um sol que ao dar-lhe contra a face
Num sonho de si próprio desmaiasse...”

Por solidões sem fim diz o Poeta ter viajado para longe do escano em que sempre ficou sentado. Como eu vou fazer, agora, convosco.
Quando me propuseram o tema da solidão – e eu agradeço o convite e o tema - logo pensei que iria contar-vos as minhas viagens pela solidão, pela minha solidão e pela solidão dos outros.
Antes, porém, responderei à questão base: como e onde encontrei a solidão? Eu, um humano qualquer, filho de homem e de mulher, colocado no mundo para nele viver como um ser de relação e não como um ser solitário, como encontrei a solidão?

Com efeito, o próprio à vida do homem é a relação não é a solidão; logo no início, o embrião relaciona-se com as franjas e os cílios da mucosa da trompa uterina para poder viajar até chegar ao corpo do útero; quando lá chega - e esta viagem pode demorar seis dias -, relaciona-se com a mucosa uterina e aí faz o seu ninho de desenvolvimento; para exprimir depois o programa que lhe é próprio, para se desenvolver, estabelece relações vasculares e passa a receber da mãe a alimentação por um cordão que irá ser cortado quando se relacionar com o meio aéreo. Então inicia a mais valiosa e permanente de todas as relações que é a respiração do ar natural, relação que vai persistir até à morte.
Tão estranha e misteriosa era esta relação do homem com o ar que a mitologia hebraica fixou, no Génesis, a ideia de o sopro, a respiração, o ruah, ser a forma como a transcendência se relaciona com o homem vivo e ser mesmo a origem da própria vida em Iavé.

Não há solidão na relação do homem com o ar. Rainer Maria Rilke num soneto célebre – Atmen, du unsichtbares Gedicht – diz, na tradução portuguesa de Paulo Quintela, assim:
“Respirar, ó poema indizível
Troca incessante e pura
Entre o próprio ser e o espaço do mundo. Contrapeso
Nela em que, ritmicamente, me aconteço”.
Porque respiro não estou em solidão. Pela relação com o ar, crio o mais poderoso dos vínculos ao mundo natural, logo ao sair ex utero matris meae, do útero da minha mãe, ao passar de um ser aquático a um ser aéreo, que vive no ar e pelo ar. É no ar que estamos; é com o ar que falamos, gritamos, soluçamos, choramos.
Respirar, que poema indizível, diz Rilke.

Depois o ser humano abre os olhos e vê, saboreia com a boca sensível, escuta os sons próximos ou longínquos, palpa e manuseia os objectos físicos, fixos ou móveis. Então, todo o mundo natural exterior, o mundo das cores, das formas, dos sons, dos odores, entra em cada ser, sem pedir licença, constantemente, transformando-se num outro mundo que é imagem do mundo natural.
Até à emergência da palavra como representação, em código, da imagem do mundo, esta imagem é caótica e pode até ser ameaçadora ou angustiante. Mas é sempre uma imagem de in-habitação é um espaço onde eu estou e é um tempo que eu vivo, sentindo-me como parte deste espaço que é também, simultaneamente tempo. Assim, imerso no mundo natural não encontro nunca a solidão. A criança, até aos dois anos ou por aí, vive bem com a sua imagem pessoal do mundo, está nela instalada, sempre rodeada pelas formas, os sons, os odores e os contactos aos quais pertence e que lhe pertencem pela percepção. É, ela própria, um objecto natural do mundo natural.

A emergência da palavra – na evolução filogenética, archeobiológica e, agora, na maturação biogenética de cada um de nós – esta emergência da palavra, dizia, foi e é um corte radical na nossa vivência pacífica no e com o mundo natural, sem solidão.
Mas quando o homem pôde representar o mundo natural por um código verbal, puramente convencional, que foi primeiro oral e logo depois escrito, iniciou um processo de rotura e de afastamento entre o mundo natural que está aí, a imagem interna do mundo natural que está aqui no meu cérebro e a representação abstracta desse mesmo mundo natural, que não sabemos onde está.

Rotura trágica que abriu o caminho para que, insidiosamente, a solidão possa acontecer, como irei mostrar.
Que quero dizer eu quando falo de rotura e afastamento do homem na sua relação com o mundo natural?
Quero dizer que ao representar os objectos do mundo por uma palavra, esta palavra é que é o objecto e o objecto deixou de ser para mim um objecto real, salvo se eu o procurar, intencionalmente, para o amar ou para o destruir. Dou um exemplo.
A criança já leu e escreveu, muitas vezes a palavra cão, já viu nos desenhos e nos vídeos muitas imagens de cães, mas quando encontra um cão real, que quer conhecê-la cheirando-a ou lambendo-a, a criança foge assustada para a segurança dos braços maternos. O cão real é, em verdade, um estranho ao universo das suas percepções pessoais e pode ser percebido até como uma ameaça. Rotura, separação.

Dar um nome aos objectos do mundo natural e lidar com esse nome como símbolo representativo dos objectos no interior de uma linguagem articulada, é anular a força do objecto como origem da percepção individual sensorial. É viver fora do mundo natural e agir como se tal mundo não existisse, ou já tivesse acabado, restando apenas a sua figuração ou representação simbólica.
Para os poetas esta situação é uma felicidade. Podem agora tomar conta das palavras, pegar nelas como símbolos ou signos verbais e atribuir-lhes um novo sentido, construindo todo um outro mundo abstracto, claramente inexistente, mas no qual nós também entramos ao lê-los com emoção, com prazer, com desgosto, com espanto, com indiferença.
Pessoa, pelo seu heterónimo A. Campos, escreveu: “O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso ó ó ó – (o vento lá fora)”.

À primeira leitura, este poema é um absurdo; que tem a ver a matemática com a escultura? Ou que tem a ver o rigor com a beleza?
Mas o que Pessoa/Álvaro de Campos quer tornar evidente, mesmo para aqueles que só prestam atenção ao som do vento lá fora, é que a beleza intrínseca da percepção humana está na percepção, ela própria e não no objecto que é percebido.
Temos assim que o homem actual, servido por uma inteligência reflexiva e simbolizadora, é, como sempre foi, uma inteligência perceptiva, que recolhe toda a informação oriunda do meio envolvente e a memoriza; é uma consciência das percepções – uma auto-consciência – memorizadas e evocáveis, enriquecidas com a carga emocional e afectiva, que a percepção sobre elas depositou, e que estão organizadas pelo exercício reflexivo do pensamento lógico e da valorização ética, e é, finalmente, pela sua capacidade criadora, o responsável pela construção, no exterior da auto-consciência, de objectos cuja “forma”, no sentido aristotélico de eídos, exprime simbolicamente, conteúdos abstractos da auto-consciência. Toda a cultura que aí temos à nossa volta, todos os objectos que nos envolvem, desde uma simples esferográfica a um avião super-sónico, são produtos desta cultura exterior simbólica que o homem inventa na intimidade da sua auto-consciência, no seu universo pessoal interior, e que depois projecta e realiza no exterior de si próprio.

Delfim Santos, um grande professor de Filosofia, explicou uma vez que só a estas projecções se deve aplicar o nome de objectos, os que saem de nós ob-jectum. Na língua alemã a realidade que existia e existe anterior à percepção pelos humanos é Gegenstand, é o que está aí, anterior e alheio a qualquer percepção humana. E é a acção cognitiva do sujeito sobre tal realidade, como Gegenstand, que cria, a partir desta, uma outra realidade, realidade perceptiva, que depois é representada e projectada, fora da pessoa, como objecto. Toda a actividade mental dos seres humanos é exercida sobre representações da realidade, tal como essas representações se configuram na auto-consciência, quando nela se encontram ou quando para ela são chamadas, vindas da consciência cognitiva, da sub-consciência ou até da inconsciência individual ou do inconsciente colectivo, segundo o poderoso e um pouco misterioso conceito de Jung, deduzido por ele da universalidade de alguns objectos simbólicos nas culturas humanas de todos os tempos e de todos os espaços.

Não há solidão possível na relação do homem com a realidade como Gegenstand, como o mundo real que está aí, porque ele impõe-se-nos e eu não posso fugir-lhe salvo nas raras situações de autismo verdadeiro. Mas atrevo-me a dizer que no autismo verdadeiro não há solidão porque, não havendo nenhuma leitura do mundo exterior, não há percepção da realidade e, portanto, não há possibilidade de vivenciar um estado de solidão; para sentir solidão, em relação ao mundo, é preciso saber que há mundo e que eu sou parte desse mundo, que conheço por representação, e estou nesse mundo no qual semeio os meus objectos. No autismo verdadeiro há vazio perceptivo mas não há solidão porque a solidão é auto-consciência do vazio e esta não a pode ter o autista.
Queria fugir a avançar já com um conceito de solidão mas escapou-me este: é auto-consciência do vazio; ou seja de estar vazio algo que poderia e deveria estar cheio.

Uma vez, dissertando sobre o vazio, escrevi assim sobre a auto-consciência vazia que leva à auto-consciência do vazio que é, então, a solidão:
“Uma auto-consciência vazia será a representação do homem antes de ter ou de descobrir a auto-consciência como este campo ordenado, feito de presente mas, também, de passado, vivido, e de futuro, a viver, cheio com a percepção de estímulos simples, sensitivos e sensoriais, enriquecido com a carga afectiva que esses episódios e estímulos transportam consigo e enriquecido, ainda, com o sentido ou valor simbolizador que a inteligência reflexiva humana a cada episódio ou estímulo atribui.
O campo da consciência, como auto-consciência, não é a memória das experiências passadas, não é o território onde se situam os estímulos presentes (o que agora, aqui, vejo, ouço ou sinto) não é a inteligência reflexiva e o seu universo de ideias abstractas onde se inclui a invenção do futuro.
Não. O campo da auto-consciência é onde tudo isto entra e sai, onde eu me vejo e julgo, a mim, ao mesmo tempo sujeito que conhece e objecto desse conhecimento.

Eu, sujeito que conhece, estou a conhecer-me no presente, mas só posso conhecer-me como passado, longínquo ou recente. Esta dissociação, por vezes muito evidente na esquizofrenia, é utilizada pela psicanálise para tentar entrar no campo da auto-consciência embora com técnicas ainda imperfeitas, que não permitem provocar, de forma segura, a re-leitura de circuitos da rede neuronal que permanecem há anos e anos em repouso após determinada percepção.
Uma auto-consciência vazia será um eu, um sujeito, que quer conhecer-se, a si, como objecto e não encontra nada: nada memorizado que possa ser evocado, nada que chegue pelas percepções sensitivas ou sensoriais, nenhum conteúdo afectivo ou emocional, nenhum conceito intelectual abstracto que entenda o presente e projecte o futuro”.

Digo agora que este tipo de vazio não é solidão é autismo, é como representar a morte sem estar morto.
A solidão é um vazio fabricado, construído pela auto-consciência, por meio de um jogo complexo entre afectividade instintiva, inteligência emocional e inteligência reflexiva.
Evoco, por exemplo a solidão proclamada pelos heróis dos dramas amorosos do romantismo, que sofriam a solidão do amor não correspondido, morriam por ela e Soares de Passos até imaginava que noivavam no sepulcro.
Em tempos mais recentes, muitos filósofos, e cito apenas Sartre e Heidegger, proclamaram a solidão radical do homem, como ser para o nada ou ser para a morte, como um projecto sem sentido, condenado à alienação e ao absurdo.
Ora, estas solidões, afectivas ou intelectuais, são solidões declaradas pelo sujeito no interior de uma narrativa individual que é, sempre, discurso da auto-consciência.
O discurso da solidão alimenta-se, principalmente, da opacidade do futuro para a auto-consciência, a partir de um presente tido como medíocre, insuportável ou ameaçador pela mesma auto-consciência.
A mediocridade do presente, como suporte da opacidade do futuro, cada um a encontrará na sua auto-consciência; e tem leituras diversas.
Para uns arranca da perspectiva cósmica.

É assim:
Este planeta Terra, dizem, é como um minúsculo grão de areia numa praia imensa, porque são imensas as galáxias e é imensa aquela na qual viajamos pelo espaço sideral; então o homem, que emergiu na minúscula Terra é ele, também, tão minúsculo que bem se pode afirmar que não é coisa nenhuma; o seu orgulho é vão, as suas preocupações são inúteis, a sua origem incerta e o seu destino insondável. Esta visão do lugar do homem no mundo, quando bem interiorizada, cria, na auto-consciência, uma solidão angustiante que só é parcialmente compensada com os grandes mitos, ditos fundacionais, que os homens narram entre si, de geração em geração, ao calor afectivo dos quais se consolam para suportar a vida, em solidão.
Para outros, a génese da solidão é bem diferente.

Olham a natureza explorada e poluída pelo homem moderno e pressentem o fim próximo da vida, de todas as formas de vida, humana, animal e vegetal. Esta angústia ecológica, este ver a vida submersa por toneladas de crude, por chuvas ácidas, por monóxido de carbono ou pela radiação brutalmente liberta dos átomos de urânio, esvazia a auto-consciência dos conteúdos efectivamente positivos e intelectualmente tranquilizadores; e este esvaziamento gera uma solidão bio-ecológica como antecipação do fim da vida natural, na Terra, e da vida individual.

Tão dramática é esta percepção do fim próximo da vida na Terra que um investigador americano, Van Potter anunciou ao mundo, já em 1970, a necessidade urgente de criar uma nova disciplina do conhecimento que cruzasse os saberes sobre a vida, quer os biológicos quer os sociais, culturais, antropológicos, filosóficos e outros, para criar uma sabedoria que salvasse a vida da iminente destruição. Chamou a esta nova disciplina Bioética, apresentou-a como uma estratégia de sobrevivência e como a ponte para o futuro, para um futuro no qual o homem possa usar a ciência em benefício da vida. O êxito da palavra bioética, mesmo que o conceito não seja por vezes bem assimilado por quem a usa, mostra que está aqui um caminho para combater a solidão de tantos homens, abismados pela iminência da catástrofe ecológica que fará da vida humana um despojo sem valor nenhum.

Sem pretender ser exaustivo aponto ainda uma terceira linha de reflexão que também conduz à postura pessoal de solidão; é o profundo cepticismo quanto à organização sócio-política que regula as relações entre os seres humanos. Olhando as sociedades humanas, de todas as latitudes, verifica-se que o homem é lobo do próprio homem, mata, explora, humilha, degrada, os seres humanos à sua volta, usa a violência como instrumento de poder social e político, com democracia ou sem ela; muitos seres humanos vivem em submissão, aplaudem quem os domina mesmo a morrer de fome, de sede, de doenças evitáveis.

Então as grandes palavras como a dignidade humana, os direitos do homem, o homem criado à imagem e semelhança de Deus, tornam-se ocas e vazias de sentido e deixam a auto-consciência numa forma de solidão que chamarei metafísica ou transcendental: não há nada que possa ser feito para salvar o homem ou para melhorar a sua condição, ele está irremediavelmente condenado a ser um vil e pequeno bicho da terra, como também lhe chamou José Régio. Os mitos fundacionais que desembocaram nas grandes religiões mono teístas, deixaram de ser operacionais e eficazes, não conseguem salvar os homens da sua condição de dependência do mundo natural, de mediocridade individual e social e de portadores de uma pulsão de morte do outro que nenhuma organização sócio-política consegue conter e, pelo contrário, é posta ao serviço de interesses obscuros ou ambíguos dos poderes políticos – 150 mil homens estão no Golfo Pérsico, preparados para matar outros 150 mil iraquianos ou mais, se tal lhes for ordenado.

A impotência de um ser humano isolado para contrariar esta leitura da situação sócio-política remete-o para a solidão, como silêncio absoluto da auto-consciência: faça eu o que fizer de nada me servirá a mim, de nada servirá aos outros; sou como uma ilha deserta num oceano de indiferença e de silêncio.
Regresso à ideia que já enunciei porque é tempo de terminar.
A rotura entre o homem e a natureza, revelada pela cultura exterior simbólica na qual o homem moderno vive, de facto, abriu ao homem a possibilidade da solidão. Se lermos o Génesis hebraico considerando que o paraíso era o jardim natural no qual o homem emergiu como objecto natural e imaginarmos, a saída desse mundo, como a emergência, no homem, da capacidade de pensar e representar o mundo natural, e separar-se dele, poderemos imaginar finalmente que esta separação coincide com o desenvolvimento da auto-consciência e com a solidão primordial da auto-consciência vazia. Mas logo a seguir o homem, já individuado, enriquece-se com a árvore do conhecimento, como diz o Génesis, e a solidão desaparece.

Esta evolução archeobiológica do homem, como espécie evolutiva, repete-se em cada um de nós com o nascimento e a evolução pessoal. Ao nascer a cria humana como que sai do paraíso, representado pelo vínculo nutritivo à mãe e fica em solidão que é compensada logo a seguir pelos estímulos externos, em especial a alimentação. Em qualquer momento do seu processo de inculturação evolutiva, pode o homem regressar à solidão inicial, à auto-consciência vazia, ao eu silenciado que se dobra sobre si próprio e não encontra nada.
Viver em si esta solidão ou testemunhá-la no outro, não é uma tragédia é o princípio de uma exaltação.

Cair por um instante, uma hora, uns dias, em solidão sempre foi, para mim, um passo necessário para a criatividade. Só na escuridão podemos valorizar a luz, lutar por ela e conseguir que a luz triunfe sobre as trevas e tudo nos apareça belo à clara e meridiana luminosidade dos dias perfeitos.
Na solidão o homem fica nu e despojado perante si próprio e pode partir, para uma nova viagem; partirá de mãos abertas para receber, inteligência lúcida para criar e afectividade livre para amar.
A solidão, para o homem moderno, é uma pausa no fluxo permanente da percepção do mundo exterior, é uma suspensão da auto-consciência por ela própria e pode criar assim um ser humano novo.
A solidão é criativa e regeneradora.
Bem vinda sejas, solidão.

Escola Secundária de Baltar, 21 de Janeiro de 2003 



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