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Um velho médico, com 50 anos de exercício desta misteriosa postura de ser médico e de estar na medicina, vem falar-vos de si próprio; atrevendo-se a fazê-lo numa Faculdade de Letras, lugar onde, por excelência, se cultiva a palavra e o seu sentido: a palavra solta, desgarrada, atrevida, ou a palavra encastoada na frase e aprisionada no discurso propositivo e comunicacional.
Aqui estou eu, desafiado pela Prof. Fátima Vieira, a projectar a minha voz sobre o vosso silêncio, atento e atencioso, esperando que as minhas palavras se transformem em ideias nos vossos cérebros e que estas ideias encontrem na vossa consciência cognitiva o espaço e as ressonâncias para serem conhecimento, um vosso conhecimento que eu nunca poderei conhecer e será, para mim, incognoscível e opaco.

Aqui estou eu, temeroso de não conseguir ser o emissor adequado às vossas expectativas de receptores, activos, vigilantes e críticos. Tomai como bom o meu desejo de ser sincero, de ser verdadeiro e de ser justo, nestas histórias que vos vou contar. As histórias do encontro entre Medicina e Utopia, como um raro e feliz encontro, um encontro apaixonado e frutífero, vivido por pessoas concretas e pelas ideias abstractas que elas podem e sabem criar. O concreto e o abstracto, o real e a sua representação simbólica e sígnica, são a tela de fundo onde se desenham os percursos da medicina e da utopia e onde aconteceram os raros e felizes encontros que vos vou narrar.

1. Hipócrates de Cós é o meu primeiro herói, o herói do primeiro encontro entre medicina e utopia.
Quando todos à sua volta olhavam para a pessoa doente como alguém que os deuses tinham abandonado à sua sorte ou que os deuses castigavam pelas suas faltas, Hipócrates teve uma iluminação súbita e utópica: a doença é um acontecimento natural; não é assunto para os deuses, mas para os homens.
Passaram dois mil e quinhentos anos e sempre, até hoje, se têm confrontado, entre si, o mistério do adoecer e a utopia de o explicar.
Hipócrates falou – e até escreveu, quando eram raros, no Séc. VI A.C., os que podiam já escrever – afirmando que havia uma história natural do estar doente, do adoecer humano. O dia-gnóstico era gnose fundamentada na narrativa e no encontro dialógico da pessoa com o outro e explicada por quem recebia a pessoa e acolhia a narrativa; sendo que a explicação era, do mesmo passo, emotiva e racional, apaixonada e lógica, objectiva e utópica.
Imagino Hipócrates, ainda sacerdote de Asclepius, a debater-se entre a interpretação comum, mítico-religiosa, da doença e a sua iluminação racionalista, mas utópica.

Era certamente olhado com desconfiança, pelo tempo que perdia a ouvir os que o procuravam, em vez de logo lhes determinar a natureza, o tipo e o custo do sacrifício que devia ser oferecido a Asclepius para que pudessem regressar curados às suas terras ou se curassem durante o percurso sempre longínquo, vistos os meios de transporte da época.
Dir-me-ão que a utopia se cumpriu porque foi encontrado o fundamento científico das doenças e que a intuição de Hipócrates pode ter sido uma utopia na época mas é, hoje, uma realidade.
Correndo o risco de ser crucificado pela ilustre classe médica e posto fora do seu grémio por heterodoxia impenitente e digna de punição, afirmo-vos, aqui, à puridade, que ninguém sabe o que é adoecer e ninguém sabe o que é a doença, muito menos os médicos.
Acabar com o mistério da doença foi a grande utopia de Hipócrates, mas o mistério persiste, imperturbável, como tentarei demontrar.

2. Admitamos que não sabemos o que é adoecer, o que é a doença, mas sabemos certamente o que é a Saúde.
Pura ilusão. Apresento-vos já o meu segundo protagonista de um outro encontro entre Medicina e Utopia - a Organização Mundial da Saúde.
Chamei uma vez a esta estrutura das Nações Unidas, «respeitável multinacional da erradicação das doenças», o que me parece justo embora irónico e tem em conta o indiscutível êxito com a varíola que parece ter desaparecido da face da Terra.
Para justificar o seu nome - Organização Mundial da Saúde – foi-lhe pedido que apresentasse ao mundo, uma definição de saúde.
Sábios de toda a parte foram chamados a pronunciar-se e não chegaram a acordo; só conseguiram sair do impasse recorrendo à utopia. Considero a definição de saúde apresentada pela OMS um raro e feliz encontro, entre a Medicina e a Utopia. Como é a definição?
Depois de afirmarem, com cândida ingenuidade, que saúde não é apenas ausência de doença – como se soubessem o que é a doença e pudessem, facilmente, descartá-la, exclui-la – definiam assim saúde: é um estado de completo bem-estar físico, mental, social (e espiritual)1.
Esta definição é uma brilhantíssima utopia.

Mais difícil, muito mais difícil, do que encontrar a ilha de Thomas More, que não estará em lugar nenhum, será descobrir um ser humano que se considera a si próprio, completamente bem no seu corpo físico, totalmente seguro e sereno no exercício da sua vida psíquica, feliz no seu relacionamento social com os outros e tranquilo com as criações do seu espírito em relação com a transcendência.
No rigor, mesmo moderado, da definição da OMS, direi que ninguém está nunca, em estado de saúde, que a saúde é uma utopia que sempre se procura mas nunca se encontra.

Como saúde não é apenas ausência de doença – os sábios preocuparam-se muito em não dar uma definição pela negativa – mas sim a utopia do bem estar completo e total, eu aqui, neste momento, perante vós, nem estou doente nem estou saudável, não tenho nenhuma doença nem estou em estado de saúde. Mas estou vivo, o que já é um apreciável benefício.

3. Vistas estas dificuldades que não explorei a fundo para não ser impertinente e maçador, avanço alegremente para um terceiro encontro entre medicina e utopia do qual serei, eu próprio, o protagonista. Que digo eu ?
Digo:
Não há saúde nem há doença, que são abstracções linguísticas recentes, criadas pela inteligência humana moderna.
Existe, sim, o ser humano vivo que, pelo uso da inteligência, perdeu a relação harmoniosa com o mundo natural.

A grande utopia que proclamo é a da criação de um novo vínculo ao mundo natural, amando e respeitando a vida que nele, como em nós, se manifesta em toda a sua pujança e perenidade.
Nesta utopia me deleito há uns anos e chamo-lhe archeobiologia.
Archeo-biologia não é estudo de fósseis, não se ocupa de dinossáurios ou das bactérias termófilas, embora seja importante saber que existiram bactérias que viviam bem em temperaturas de 70º. Archeo-biologia é uma teoria interpretativa da evolução adaptativa dos seres vivos, para permitir compreender a morfologia e as funções dos que vivem actualmente na água, no ar e na terra, com relevo para a compreensão do bípede erecto que nós somos, hoje. É uma teoria ambiciosa, supra-darwiniana, que arranca da emergência da protocélula, procariota, e acaba na contemplação extasiada da inteligência reflexiva, humana, capaz de criações abstractas e simbolizadoras, e que nós não partilhamos com nenhum outro ser vivo do mundo natural.

A lógica desta teoria é a seguinte: a vida emergiu da matéria e da energia quando foi possível capturar, numa forma estrutural física e química, o processo da sua própriaconstrução; ao qual processo chamamos informação.
A vida é, então energia, matéria e informação.
A expansão desta vida primordial, estática, resultou da interacção com outras formas de matéria e de energia, e da aprendizagem e registo de novas informações resultantes dessa interacção pelo que a evolução adaptativa das formas de vida, no tempo, dependem, e continuam a depender hoje, de matéria, energia, informação, aprendizagem, memória e expressão da informação memorizada. A molécula proteica que cumpre todas estas funções é o ADN – ácido desoxirribonucleico – e, até se conhecer a sua estrutura e as suas capacidades, ninguém podia compreender a evolução adaptativa dos seres vivos, em função do tempo.

Hoje, podemos afirmar que a lógica da biologia é uma archeo-lógica é um raciocínio que encontra a verdade na flecha do tempo. Ao empirismo da observação das formas biológicas actuais e passadas sucedeu-se uma explicação temporal, uma archeo-lógica que, em cada modificação da forma, desde os seres unicelulares, como as bactérias, até ao homem e à imensa diversidade das espécies, vê o resultado da interacção da matéria e da energia com uma estrutura de aprendizagem, de memorização e de resposta. A análise archeo-biológica, por exemplo, da evolução das superfícies de fronteira entre os seres e o mundo físico externo, como o ar ou a água ou a terra, torna claro o resultado desta interacção quando se verifica que os pêlos, as unhas, os cascos e as garras de diversos tipos, as penas, de cor e forma variáveis, as escamas dos peixes e a carapaça do cágado ou da tartaruga, são simples variações de um mesmo processo básico estrutural que é a produção de queratinas pelas células epiteliais de revestimento externo. São diferentes expressões da mesma informação geral que confere às superfícies exteriores a capacidade de serem fronteiras biológicas estanques.

Tempos houve – há seis milhões de anos para uns, oito milhões ou até um pouco mais para outros – em que o homem, com um corpo basicamente semelhante, nas características formais gerais, ao nosso corpo actual, estava imerso no mundo natural, em estado de harmonia biológica.
Um texto, do maior interesse para a teoria archeobiologica, porque fixa, por escrito, uma muito anterior narrativa oral simbólica dos povos que viviam nas margens do grande rio Eufrates e terão assistido ao último glaciar e ao nascimento do mar mediterrânico, é o texto do primeiro dos livros da Torah hebraica conhecido por Génesis; trata ele da formação do mundo natural e da emergência do homem e deixa bem claro que o homem viveu imerso no mundo natural em perfeita harmonia biológica.

A designação de Paraíso dada a esta fase evolutiva e as torturas semânticas que esta palavra paraíso sofreu ao longo dos milénios por parte das religiões organizadas em Igrejas (Eclesias), fez esquecer (e faz negar) o sentido primordial na narrativa hebraica que usou um termo sumério – acádico cujo significado básico é o de planície com abundância de água e de vegetação, um confronto com a aridez envolvente, como bem demonstra Armindo Vaz na sua tese.
Nesta fase, a inteligência do homem, então um Australopitecus Afarensis, não iria além da actual capacidade dos orangotangos e macacos que é a de reconhecimento de episódios, no quadro de um vínculo directo ao mundo vivo natural e a uma estrutura procriativa, elementar mas suficiente para a sobrevivência da espécie Homo.

O reconhecimento de episódios não é uma actividade do neo-cortex cerebral, é executada pelo cérebro talâmico e supra talâmico e é arquivada na memória apenas com carga afectiva e emocional, não tem qualidade representativa e simbólica; é memória global de um episódio ou acontecimento, sem separação analítica dos seus componentes e sem lhe atribuir um significado ou sentido, por via do qual pudesse ser evocado. O episódio é registado globalmente e funciona quando aparece na mesma circunstância e com uma forma semelhante. Os macacos actuais reconhecem os episódios que, por exemplo, memorizaram como ameaças vitais e reagem com os comportamentos adequados sempre que se encontram no interior de tais episódios.

Um inciso, breve, antes de prosseguir, para clarificar esta fase do reconhecimento de episódios. Os poetas grandes e os escritores complexos, como Agustina, conseguem isolar esta fase da relação da inteligência humana com o mundo envolvente e usar palavras para tentar dizer o indizível; porque são indizíveis os actuais reconhecimentos de episódios em forma pura que duram segundos e logo são contaminados pela reflexão analítica que desfaz o episódio, pela análise lógica que interpreta as suas partes e pela representação simbólica que transforma as suas partes em objectos, em pictogramas ou em palavras.
Mas o reconhecimento de episódios acontece-nos quando o permanente escrutínio da inteligência lógica e consciente se atenua ou se apaga  e nós vivemos, fora das categorias de tempo e de espaço, a contemplação inefável e indizível do estado de pura imersão na natureza como coisas dela e a ela ligados por misterioso vínculo de pertença real.
A percepção fugaz deste vínculo não é consciente e vai afundar-se no inconsciente como memória episódica. Aflora, contudo na poesia e em alguma prosa.

Na Declaração de Amor, publicada por António Gedeão no livro Máquina de Fogo, exprime-se esta percepção fugaz assim:

«Desnuda-me a tua intimidade, ó Arvore. Diz-me a que segredos recorres para te desenrolares em flores e em frutos num cíclico desvario, porque é que tudo morre à tua volta e tu não morres e aceitas sempre o Amor com renovado cio.
Inicia-me nos teus mistérios, ó feiticeira dos cabelos verdes.
Ensina-me a transformar um raio de sol em suculenta carnadura, e nesses perfumes subtis que a toda a hora perdes prolongando o teu ser no ar que te emoldura.
É através de ti, ó Árvore que celebro os esponsais entre mim e a Natureza.
É através de ti que bebo a nuvem fresca e mordo a terra ardente.
É de ti que recebo as leis do Amor e da Beleza.
Amo-te, ó Árvore, apaixonadamente.»

De forma mais contida mas igualmente expressiva deste sentimento de vínculo primordial do homem ao mundo natural o poeta sueco Gunnar Eklof diz (na tradução portuguesa):

«Sou um estranho nesta terra
mas esta terra não é estranha em mim.
Não estou em minha casa nesta terra
mas esta terra porta-se como se, em mim, estivesse em sua casa!»

Em Pessoa, cujo génio está, precisamente, na invulgar e um pouco estranha capacidade de evocar, analisar e descrever as percepções primordiais extraídas do contacto com a natureza e com os outros, em Pessoa, é muito rico este universo inconsciente e pré-verbal. Não vou usar os poemas mais conhecidos de Caeiro mas citar três quadras de Pessoa, ele próprio, porque são expressivas e rigorosas:

«Oiço como se o cheiro de flores me acordasse …
É música – um canteiro de influência e disfarce
Impalpável lembrança, sorriso de ninguém,
Com aquela esperança que nem esperança tem …
Que importa se sentir é não se conhecer?
Oiço e sinto sorrir o que em mim nada quer.»


A evocação do reconhecimento de episódios é um desempenho raro da inteligência moderna. Dominados, como estamos, pela reflexão lógica e pela representação verbal e escrita e pela força dos objectos construídos pelo homem para o exercício de uma função
mais ou menos pragmática, que nos cercam e nos condicionam, perdemos a capacidade de comunicar com a natureza sem a interposição dos instrumentos culturais modernos.
Desta incomunicabilidade crescente resultou a separação, primeiro, o uso e abuso logo a seguir.

Uso e abuso de tal extensão e gravidade que muitos pensam, como Van Potter, o criador da Bioética, que o modo como os seres humanos estão a intervir sobre a natureza ameaça a sobrevivência da vida natural e da vida humana.
A minha archeobiologia utópica diz-me que só há uma solução – a de os seres humanos, no mais profundo da sua auto-consciência, assumirem-se, de novo, como seres vivos naturais, objectos do mundo e não senhores do mundo; seres que voltarão a usar a percepção de episódios como o encontro inefável e indizível, com o vento que passa, a agua que corre, a hera que se enlaça ou o olhar afectuoso do golfinho.
Não há outra solução senão a de respeitar e amar todo o mundo vivo, animal e vegetal, porque é nele e para ele que nós, seres humanos nos realizamos em todas as nossas capacidades actuais.

O Génesis previu que o desenvolvimento da inteligência para além da percepção de episódios, colocava os homens fora do paraíso, ou seja, para mim, neste contexto interpretativo, fora de uma vinculação plena ao mundo natural; mas diz, logo a seguir, que é preciso que ele saia para que não chegue a comer o fruto da árvore da vida, ou seja, em linguagem actual descodificada, para que não atinja o conhecimento total do mistério da vida em todas as suas manifestações.
A minha archeobiologia utópica diz-me que depois desta longa viagem no tempo, vivendo fora do mundo, alheios ao mundo, usando o mundo e quase destruindo o mundo, estamos em condições para voltar, arrependidos, e dispostos a aceitar as suas normas de harmoniosa convivência natural.
Tal como o pai recebeu com alegria o arrependido filho pródigo, também a mãe natureza nos irá receber com alegria, porque estávamos perdidos e fomos encontrados.

A minha archeobiologia utópica diz-me que podemos regressar para atingir o conhecimento absoluto da vida, não para sermos iguais a Iavé, como temia o autor do Génesis mas para construir o novo paraíso de paz entre os homens e entre as religiões.
É esta a grande utopia para os próximos milénios.~

E a saúde e a doença que deixei há pouco pendurados neste discurso desordenado e utópico?
Agora posso propor o meu último encontro.
A doença é a percepção individual de alguma desordem na harmonia da minha relação com a natureza natural e com esta outra natureza artificial que a cultura exterior simbólica criou e na qual estou aprisionado e na qual está também aprisionada a natureza natural. Quando uma bactéria, legionella pneumoniae, utiliza o ar condicionado dos modernos arranha-céus para procurar chegar ao pulmão humano e aí sobreviver, eu saúdo o triunfo da natureza sobre a cultura. Condicionar o mais natural de todos os elementos naturais que é o ar, condição absoluta da nossa sobrevivência e que me permite usar palavras, que são ar expirado, para este enfadonho discurso, condicionar o ar é grave perturbação feita ao mundo natural e nada me admira que esta perturbação provoque uma desharmonia à qual, inocentemente, chamamos doença.

O raro e feliz último encontro entre Medicina e Utopia será o reconhecimento pela medicina da vis medicatrix naturae da força curativa da natureza, para o que chamamos doença sempre que a doença seja, e é-o muitas vezes, um desencontro perturbado, entre a natureza, a vida que nela emergiu há biliões de anos e o homem.
O homem, este fantástico ser natural, triunfante e orgulhoso, que tem de reencontrar, com humildade, tolerância e modéstia o caminho para o regresso ao paraíso perdido.
É lá que será, utopicamente, feliz.

Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 20 de Novembro de 2001





Referências Bibliográficas

ANTÓNIO GEDEÃO. Poesias Completas (1956-1967)
Colecção Poetas de Hoje. 3ª Edição. Portugália Editora. Lisboa. 1971. Pág.200-201.

GUNNAR EKELÖT – Antologia Poética. Quetzal Editores. Lisboa 1992. Tradução de Ana Hatherly e Vasco Graça Moura. Pág. 25

FERNANDO PESSOA. Poesia Lírica e Épica. Selecção de Textos de António Manuel Couto Viana. Edição Comemorativa do Centenário da Morte do poeta. Editorial VERBO. Lisboa e São Paulo: 1986. Pág 144.

ARMINDO DOS SANTOS VAZ – A visão das origens em Génesis 2,4b – 3,24. Coerência temática e unidade literária. Edições Didaskalia – Edições Carmelo. Lisboa 1996. Pág. 137-178

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1. Acrescentar “espiritual” foi aprovado numa Assembleia Geral, por proposta dos países islâmicos. Mas o Bureau Executivo nunca deu seguimento a esta proposta.



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