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Antevejo a fúria e a revolta feminista nesta sala contra os organizadores destas VIII Jornadas Cofanor e a acusação, expressa ou tácita, que lhes dirigem vertida mais ou menos nestes termos: põem aí um homem a falar sobre a mulher, sobre a maternidade, que nos é exclusiva, e sobre a vida humana que só nós, mulheres, sabemos conservar, proteger e perpetuar? Que sabe um homem sobre a nossa natureza, o íntimo mistério do nosso ser pessoal, os nossos temores e os nossos sonhos quando a maternidade irrompe em nós com toda a sua avassaladora força biológica e nos transfigura de mulheres em mães? Que sabem eles, pobres homens, enrolados no orgulho das suas vitórias de chefes, de donos do poder, de comandantes dos exércitos de terra mar e ar, ávidos de reverências, famintos de submissão, sedentos de respeito pelos botões reluzentes das suas fardas, pelos alamares e capelos das suas togas ou simplesmente pela manifestação brutal da sua força física? Que sabem eles?

Apesar deste libelo crítico aqui estou e não temo agradecer ao Presidente da Cofanor, Dr. António Nogueira e ao organizador, Prof. Walter Osswald, pelo encargo que me deram e pelo risco que me fazem correr. Na minha idade só o risco faz viver com alguma intensidade e alegria. Ao entregarem este tema espinhoso a um velho médico, com uma longa vida de observador dos vivos e dos mortos, certamente pensavam que a experiência e o tempo lhe terão dado alguma sabedoria para se desembaraçar de uma possível revolta de género, como a que antecipei nas minhas primeiras palavras.
Não sei bem se acertaram, mas ao fim se verá.

1- A questão do género.
Tenho de começar por reflectir convosco, minhas senhoras e meus senhores, sobre este indiscutível facto: umas das pessoas que aqui estão são senhoras, outros são senhores. Tenho na minha frente mulheres e homens que são diferentes pelo género, masculino ou feminino, ao qual pertencem. Vamos analisar esta diferença.
A diferenciação sexual na espécie humana, todos aqui o sabem, começa no momento da constituição do zigoto e está definitivamente marcada, na primeira mitose, pela constituição cromossómica: se tem um par de cromossomas X é um embrião feminino, se tem um cromossoma X e outro Y é um embrião masculino. Nesta fase de embriões bi-celulares quem os olha ao microscópio vê-os iguais; e no entanto um já está no universo do género feminino e outro no do género masculino.
É, não só, um ente vivo da espécie humana mas é, desde o princípio, um ente sexuado.

Sabemos hoje que nas primeiras divisões celulares do embrião, a partir do zigoto, só a informação génica de origem materna está em condições de ser expressa pelo genoma deste novo ser; para mim, que sou meio romântico nesta matéria, digo que a mãe toma conta do filho ou filha, imediatamente, no momento mais primordial e protege-lhe a vida, sozinha, já que a informação do material génico de origem paterna só começa a exprimir-se um pouco mais tarde. O zigoto sobrevive, assim, à custa da sua metade feminina, seja ele de um sexo ou de outro. Sabemos também que é este embrião de duas ou quatro células que dá notícia da sua presença no corpo da mãe produzindo sinais proteicos, proteínas com função de mensageiros, que levam a mãe a produzir um espessamento da mucosa do útero, espessamento que é indispensável para que o embrião nele se possa mergulhar salvando-se de ser eliminado para o exterior.

Esta conversação bioquímica é, ainda, um diálogo mulher a mulher, mesmo que o embrião seja do sexo masculino. Este embrião, agora, graças a um trabalho constante e difícil do cromossoma Y e de sinais proteicos epigenéticos vai-se  masculinizando progressivamente até à constituição das gónadas masculinas embrionárias que terão de ser colocadas mais tarde fora da cavidade abdominal para não serem afectadas na sua actividade de formação de células móveis pela temperatura um pouco mais elevada da cavidade celómica.
Como um insensato digo-vos agora, antes de avançar mais no tema e socorrendo-me do Jung mais difícil e mais profundo, que o ser masculino nunca se liberta desta marca feminina inicial que actuará como parte do inconsciente da espécie e se junta a outras “memórias” celulares e orgânicas do desenvolvimento fetal; as mais importantes das quais são as da vida aquática e as da ligação arterial e venosa ao corpo da mãe, ligação pulsátil e rítmica à qual se associa, progressivamente, a actividade também pulsátil e rítmica do coração do feto. Não fantasio; se uma amiba tem “memória” das oscilações de temperatura do meio onde se encontra e adapta o seu comportamento, se uma Englena tem “memória” da luz e é heterotrófica de dia e autotrófica de noite, porque é que as nossas células não hão de ter “memória” do que se vai passando ao longo do desenvolvimento corporal, durante o qual aprendem e memorizam, até construírem esta maravilha de organização e eficácia que é o nosso corpo em evolução e crescimento, primeiro dentro da cavidade uterina e depois cá fora, na comunidade dos humanos? Porque não?

A dificuldade de penetrarmos no conhecimento do inconsciente por meio de órgãos sensitivos e sensoriais reside em que são toscos e desadequados para uma percepção do inconsciente e porque são eles mesmos que geram a consciência onde nada se pode encontrar como representação de percepções de células, tecidos e órgãos; e ainda na impossibilidade absoluta de utilizar o instrumento verbal para caracterizar e comunicar percepções, por definição inconscientes, que nos leva a desistir de entender certos nossos comportamentos básicos corporais que nem nos preocupamos a analisar e tentar compreender. Mas acreditem que o que chamo capacidades corporais inconscientes estrutura aspectos importantes do ser humano, afinal aqueles que identificam como humano um humano mesmo que seja um Papua da Nova Guiné um Nambikwara da Amazónia profunda ou um pequeno povo, recentemente encontrado, entre montanhas ciclópicas do interior do continente australiano.

O corpo humano é já humano antes que nele e por ele se manifeste esta espantosa capacidade que é a inteligência reflexiva e simbolizadora.
Mas esta humaníssima propriedade do nosso corpo actual tem raízes muito recuadas no tempo pelo que é legítimo falar de uma archeo-antropologia que se desenvolve, em paralelo, com a archeo-biologia que tanto tenho defendido. Há um homem pré-verbal, há um homem pré-gestual, há um homem ainda não excluído do mundo natural e que deste mundo tem apenas uma percepção global, episódica e emocional. Esta última forma de corpo humano terá viajado pela superfície do planeta Terra durante alguns seis milhões de anos; paulatinamente, as percepções sensitivas, sensoriais e extrasensoriais vão melhorando até às actuais competências cerebrais; mas as capacidades mais antigas estão representadas na sobreposição das estruturas nervosas: os reflexos medulares, as funções vegetativas no tronco cerebral, as sensibilidades no tálamo, as emoções no supra-tálamo e a ideação abstracta no neo-cortex.
Mas a geração de uma ideia abstracta pela actividade do neo-cortex integra elementos de todos os estratos nervosos que são descritos como matéria mas que na realidade são tempo. Explicando melhor: a actividade talâmica, por si própria leva-me para o tempo em que fomos apenas répteis e o puro reflexo da medula espinal evoca o coelacanto de há biliões de anos e que é meu antepassado, com muita honra.

As marcas celulares e orgânicas da archeo-morfologia do corpo humano persistem no que há pouco chamei inconsciente da espécie que se constitui no zigoto e a partir do zigoto.
Não acham espantoso e perturbador que cada um de nós, tenha sido, há alguns anos, apenas uma célula. Não acreditam que essa célula, sendo origem de todas as outras células por diferenciação, incluindo as células cerebrais, não deixe em todas elas a sua marca de humanitude que recebem do ovócito e do espermatozóide?
Pensem só nisto: o processo de transferência nuclear, vulgarmente designado impropriamente por clonagem, veio mostrar que qualquer uma das minhas células por muito diferenciada que seja pode regressar, em resposta a influências externas negativas que ameaçam a sua sobrevivência, pode regressar, dizia, a um estado no qual apenas exibe a tal capacidade, a mais primitiva do seu genoma que é dividir-se para sobreviver. Falta demonstrar, mas eu acredito que, também nesta célula adulta manipulada, será a informação génica recebida da mãe que dará o sinal para a divisão desta célula, que é uma divisão de sobrevivência.

Vejo na assistência sobrolhos franzidos e expressões claras de enfado. Afinal não era nada disto que queríamos ouvir; não era esta confusa digressão de archeo-biologia e de meta-biologia que esperávamos de si. Fale-nos de mulher, maternidade e vida que foi o tema anunciado.

2 – Deixem-me argumentar.
Até aqui só tratei da questão do género. Só quis mostrar-vos que isto de ser homem ou mulher tem que se lhe diga e não pode ser discutido com ligeireza. Não é apenas o cariotipo XX ou XY que resolve a questão; há uma antecedência biológica que marca a qualidade masculina ou feminina do zigoto, que se prolonga por todo o processo de diferenciação intra-uterina, por toda a maturação extra-uterina e que é familiar, social e cultural.
O ser feminino, como o masculino, constroi-se no tempo e cada plataforma é importante e é radical – o cariótipo, as gónadas primordiais, a modelação do corpo ósteo-muscular, os caracteres sexuais secundários, a capacidade de produzir gâmetas, a interiorização de um rôle social, tudo tem de actuar sucessivamente no tempo para que um ser humano dotado de autoconsciência reflexiva possa identificar-se como pertencendo a um dos géneros e possa dizer a si e aos outros eu sou mulher ou eu sou homem.

É uma construção difícil; sabemos hoje que as chamadas hormonas sexuais produzidas muito precocemente pelas gónadas primitivas impregnam todos os órgãos e modelam o seu funcionamento. O fígado da mulher, por exemplo, não vai ter nunca a mesma capacidade que um fígado masculino para lidar bioquimicamente com o etanol das bebidas alcoólicas. O cérebro, principalmente os territórios supra-talâmicos, ficarão para sempre, mais aptos ao tratamento dos estímulos que geram afectos e sentimentos, a chamada inteligência emocional, do que o cérebro masculino que não tem a impregnação precoce pelas hormonas produzidas pela gónada feminina.

Para além da constituição de ovários e útero, o corpo da mulher é todo ele objecto de uma feminização biológica que influencia toda a actividade corporal. Damásio afirma, e aqui tem razão, que o espírito é mobilado pelo corpo no sentido de que são as percepções sensitivas, sensoriais e extrasensoriais que vão construindo, na consciência e na subconsciência, o sentimento de si ou de eu pessoal. O que eu acrescento é que o mesmo objecto visto por homem e mulher, o mesmo som ouvido, o mesmo aroma olfactado, o mesmo sabor degustado, a mesma picada sentida, originam, no homem e na mulher, percepções diferentes, emoções e afectos diferentes, sentimentos diferentes, ideias abstractas diferentes. O que é o mesmo que dizer, em sede de fenomenologia da percepção à maneira de Merleau-Ponty, que serão criados valores emocionais e racionais diferentes, pelo homem e pela mulher, a partir de percepções sensitivas e sensoriais iguais. Havia aqui espaço para muito Fernando Pessoa mas vou resistir-lhe.

Ao que não resisto é dizer que é esta diferença, muito mais do que a diferença dos corpos, que torna impossível a comunicação profunda entre o ser feminino e o ser masculino.
Posso analisar, com a inteligência masculina que é a minha e com a inteligência emocional de registo curto de que posso dispor como ser masculino, todas as manifestações exteriores de um ser feminino, admirar as suas pinturas, os seus textos, os seus poemas, tudo onde melhor se manifeste a qualidade feminina, mas de nada me serve para conhecer a mulher ela própria, a que pintou, escreveu ou poetou.

Refiro um caso que se passou comigo e é ilustrativo. Apaixonei-me pela escrita de Agustina nos anos quarenta a partir da leitura de Sibila e pouco depois, aí por 1948 escrevi num jornal académico uma crítica a Os Incuráveis. Crítica que considerei na altura excelente (e hoje será apenas razoável). Por conhecidos comuns e por iniciativa de Agustina, que queria conhecer o autor da crítica, tivemos um chá das cinco. Foi o encontro mais desenxabido, frustrante, inútil e até ridículo que me lembro de ter tido com alguém. Não falamos de nada importante, de nada que me permitisse conhecer aquela mulher que se manifestava na escrita como uma valquíria dominadora de emoções e de pessoas. Fiquei tão decepcionado que, continuando leitor apaixonado de todas as suas obras, só me aliviei com um ensaio de interpretação literária da sua obra que apresentei em Sessão da Academia das Ciências, em Janeiro de 1990.
Por tudo isto e o muito mais a que vos poupo o ser feminino, é para mim um mistério. Vivo rodeado de cinco mulheres, convivo com elas como marido e pai e delas só conheço as exterioridades que são comunicadas por palavras, por gestos, por comportamentos ou por afectos. Mas sei que me escapa, para sempre, o essencial.

3 – A maternidade é, simultaneamente, expressão de todos os níveis da humanitude: é corpo, com toda a força que vem do inconsciente da espécie na linha do que disse no início; direi agora que todas as células e órgãos do corpo feminino aspiram á maternidade, impelem para a fecundação, o parto, a amamentação. O nível corporal emocional está, irrecusavelmente, envolvido na fecundação e todos os sentidos – a vista, o ouvido, o olfacto, o gosto e o tacto – antes de qualquer reflexão racional, são caminho para a fecundação que é desejada desde muito cedo pela mulher. O ovócito, ao preparar-se para ser fecundado, toma conta do corpo todo da mulher e em 14 dias prepara tudo o necessário para o encontro dos gâmetas que é compensado, afectivamente com uma gratificante e difusa sensação de prazer corporal.
O terceiro nível que é especificamente humano é a origem de todas as dificuldades.

A este nível, o da decisão humana racionalmente ponderada, entram em acção os valores individuais – o que é que eu sou como pessoa – os valores dialogais – como me relaciono com os valores do outro – e os valores sociais – como é que a sociedade olha para a maternidade.
É tudo muito difícil. Primeiro porque os valores individuais mudam ao longo da vida: a jovem adolescente, a executiva de sucesso ou a actriz porno–mutimilionária, vêem-se grávidas por referências a valores  infinitamente diferentes.
A procura do outro para a fecundação pode, igualmente, depender de valores diversos, como o dinheiro, o prestígio social, um conforto para a velhice ou, definitivamente, não querer ficar para tio ou tia. Os valores sociais podem aparecer num casamento de pompa e circunstância, trajo nupcial imaculadamente branco, as alianças levadas pelo filho dela e a filha dele e o filho de ambos a segurar a cauda. É tudo muito difícil e a maternidade aparece como que diluída na construção do edifício cultural jurídico e religioso do instituto do matrimónio.
É tudo muito difícil, mas felizmente há o amor.

Tenho para mim que o amor tem a sua origem no inconsciente da espécie. Não tem que ver com racionalidades abstractas nem com sentimentos, mais ou menos líricos, deduzidos pelas estruturas supratalâmicas das percepções sensitivas e sensoriais.
O amor arranca de percepções extrasensoriais que são recolhidas por todas as células corporais e enviam as suas mensagens crípticas para o tronco cerebral. A palidez ou o rubor, a alteração respiratória, o ritmo alucinado do coração, a sudação axilar e palmar, tudo são respostas à maravilhosa percepção do amor pelo outro. A literatura referente ao mistério do amor humano abunda nestas descrições e há séculos que situa o amor no coração que é uma simples bomba aspirante-premente que, teimosamente, faz circular o sangue para fins bem prosaicos. A referência do amor ao coração é uma referência a uma víscera celular que já na vida intra-uterina responde às percepções celulares de seu corpo, demonstradamente.

A esta percepção misteriosa do inconsciente – a que as louras vedetas chamam de química nas entrevistas à imprensa do coração, (“surgiu uma “química” entre nós”, dizem, mas não sabem o que dizem) e que os brasileiros descrevem como “uma questão de pele” o que é mais sábio porque a pele é o nosso mais antigo órgão de percepção do mundo exterior (lembro que a ectoderme já é activa ao 14º dia de vida embrionária) e tem memória dessas percepções e seus mediadores, expressa pelas reacções alérgicas – a esta percepção do inconsciente, dizia, que é muito pura na adolescência pode não se seguir nada, cada um vai para o seu lado, pode sobreviver uma paixão desaustinada que percorre, num repente, todos os passos e acaba numa fecundação, desejada no acto, indesejada depois; pode ser a base para um relacionamento saudável e que, no tempo, poderá conduzir à união de corpos e de pessoas e à maternidade mesmo que de um só filho.

Quando a união dos corpos se revela infértil há sofrimento e a mulher procura por todos os meios, alguns bem dispendiosos outros sem qualquer fundamento científico, satisfazer o seu desejo profundo, e de todo inconsciente e não racional, de maternidade.
A literatura feminista mais recente já não segue as teses brilhantemente apresentadas pela argúcia inteligente de Simone de Beauvoir. Germaine Greer que em 1971 desdenhava da maternidade e da criação de filhos como meros constructos culturais impostos às mulheres pela sociedade dominada pelos homens, admite actualmente que chora pelos filhos que não teve. Daphne de Marneffe, psicóloga clínica, no seu livro recente sobre “desejo maternal e cuidado dos filhos”, escrito na perspectiva feminista, reconhece que a maternidade – gerar e cuidar dos filhos-  implica, na sociedade moderna, na qual a mulher desempenha todas as funções profissionais e públicas, é um auto-sacrifício; mas não se trata de uma visão retrógrada e sentimental do papel da mulher nem de regressar a uma ideologia tradicionalista. O que está em causa é reconhecer a força natural e espiritual do desejo de maternidade e por isso ela conclui: o desejo da mãe de cuidar dos seus filhos e a promoção de todos os meios sociais e políticos para que este desejo possa ser satisfeito sem demasiado auto-sacrifício, deve constar, com muita força, na agenda das reivindicações feministas.

4 – Mulher, maternidade e vida têm um elo de ligação que é o amor que pode nascer, misteriosamente entre homem e mulher e, mais misteriosamente ainda, pode morrer.
A subtileza do amor, que perpassa sobre a sexualidade e a genitalidade da mulher, torna muito difícil a avaliação correcta e confiável de situações concretas de desencontros pessoais, menos ainda a sua avaliação ética; e é uma vexatio quaestio para o matrimónio cristão como sacramento, por natureza indissolúvel porque é, simultaneamente, dom e promessa.
Sinto que devo ficar por aqui.
Às senhoras que delicadamente me ouviram sem protestos audíveis, deixo uma mensagem desalentada. Não vos posso conhecer, nunca, na vossa intimidade pessoal e as vossas manifestações, de aplauso ou de rejeição, serão apenas um sinal exterior de origem intelectual e, em parte, talvez, emocional.
O resto, que é tudo, é silêncio; é o vosso silêncio interior que não conhecerei nunca mas que, amorosamente, agradeço.

Daniel Serrão

Jornadas da COFANOR – 12 de Novembro de 2004


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